sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A cultura ganhou mais visibilidade após a gestão do PT

Divulgação

 Em 2001, Recife viu o surgimento de uma nova forma de gerir a cultura da cidade. A criação da secretaria de Cultura, desmembrada da antiga secretaria de Cultura e Esportes, foi um dos pontos iniciais para que toda uma política cultural fosse efetivamente implementada. A partir desse momento, a produção cultural recifense viu efetivamente surgir um plano estratégico de ações pensando a longo prazo.
 Com a secretaria de Cultura, foram desenvolvidas ações no sentido de incluir a participação dos artistas no processo político, dando prioridade a uma política cultural que reposicionasse e buscasse revalorizar a produção local. Os resultados disso puderam ser vistos na formatação do Carnaval Multicultural, do São João do Recife e do Natal Iluminado.
 “O nosso objetivo era criar uma estrutura de economia da cultura que acabou fortalecendo o turismo na cidade”, comenta João Roberto Peixe (foto acima), secretário de Cultura do Recife durante a gestão de João Paulo. “Criamos a marca do Carnaval Multicultural, colocando o Recife no ciclo dos principais carnavais do país; mudamos o formato do São João, valorizando da cultura sertaneja de raiz e da tradição do forró pé-de-serra; e remodelamos o Natal, focando em tradições natalinas locais – a exemplo do pastoril”, conta.
 Além disso, a valorização e a criação de novos espaços culturais, como o Núcleo de São José, a recuperação do casario do Pátio de São Pedro, o Memorial Luiz Gonzaga, o Núcleo da Cultura Afro, o Centro de Formação em Artes Visuais (CFAV) e o Museu de Arte Popular do Recife foram essenciais para garantir à cidade a realização de um calendário cultural forte.
 Muitas conquistas foram alcançadas, mas ainda há muito a se fazer para que a produção cultural recifense tenha o espaço que merece. Com esse objetivo, Humberto pretende desenvolver uma série de ações que busquem reafirmar a Cultura como política pública prioritária do governo municipal e como um dos pilares do desenvolvimento sustentável local, incorporando a agenda da Economia Criativa.
 Para isso, vai conceder isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS) para os artistas locais; dotar todas as RPA’s de equipamentos culturais básicos, como teatros, cinemas, museus, bibliotecas e espaços multimeios, implantar a Rede de Refinarias Multiculturais do Recife e articular, junto ao Governo Federal, a construção da Escola Técnica da Diversidade Cultural.

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